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Orixás ->
Oxumaré ->
Lendas |
Sem Título 1
Sem Título 2
Sem Título 3
Sem Título 4
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Sem Título 1 |
Oxumarê começou a vida com um longo período de mediocridade e mereceu, por
esta razão, viver explorado por Olofim-Odùduwà, rei de Ifé. Consultava sorte de
4 em 4 dias, mas o rei remunerava mal o seu serviço e Òsùmàré vivia num estado
de semi-penúria.
Um dia foi chamado por Olokum, o mais rico dos Orixás, cujo
filho sofria de um estranho mal: não conseguia manter-se sobre as próprias
pernas. Os cuidados de Òsùmàré cuidaram a criança e este voltou para Ifé repleto
de presentes e muito ricamente vestido do mais belo azul. Olofim, para
rivalizar-se generosidade com Olokum, deu-lhe uma roupa vermelha. Olodumaré (o
Deus Supremo) sofria da vista e mandou chamar ÒSÙMÀRÉ. Uma vez curado, recuso-se
a se separar dele. Desde então ele reside no céu, só retornando à terra no
arco-íris.
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Sem Título 2 |
Òsùmàrè , filho de Nanã, nasceu com o
destino de ser seis meses um monstro com esse nome, e seis meses uma linda
mulher chamada Bessem. Aos poucos Bessem revoltou-se com sua mãe Nanã, pois não
conseguia ter um amor que durasse por muito tempo. Seu companheiro sempre
desaparecia quando ela se transformava em monstro.
Um dia Òsùmàrè encontrou Esú e este, como
sempre apreciou criar discórdias, semeou um conflito entre o deus do arco-íris e
a velha Nanã, aconselhando Osunmaré a tomar a coroa do reino de jeje, que
pertencia a Nanã.
Òsùmàrè foi ao palácio de Nanã
aterrorizando a todos. Nanã suplicou-lhe que não matasse ninguém, tentando
dissuadir o filho de seu intento. No entanto acabou entregando-lhe sua coroa de
rainha. Desde então Òsùmàrè reina sobre os jejes, no entanto continua sendo um
monstro chamado Osunmaré e uma linda mulher chamada Bessem.
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Sem Título 3 |
Irmão gêmeo de Ewá e tendo como irmãos mais
velhos Osayin e Obaluaê - todos filhos de Nanã - Oxumaré sempre foi franzino ,
mas dotado de grande inteligência e capacidade. Um dia frente à frente com
OLOKUM, mãe de Yemonjá, perguntou-lhe como poderia achar pedras brilhantes,
preciosas.
Oxumaré pensou e respondeu: - Senhora dos
Oceanos, é preciso que faças um investimento, me dando seis mil búzios (moeda
corrente)". "Sim respondeu, Olokum". Oxumaré apontou para a própria casa de
Olokum, o mar , explicando-lhe que nas partes rasas poderia encontrar o que
procurava.
Olokum ficou tão feliz que deu à ele , além
dos seis mil búzios , a capacidade de transformar-se em serpente e poder , com a
ponta do rabo tocar a terra e com a cabeça tocar o céu. Com tal poder Oxumaré
transformou-se em serpente esticou-se até a terra de Olorum, no céu e com os
seus seis mil búzios falou ao criador: -"Pai cheguei até o Senhor. Tive de
esticar-me demais para pedir-lhe ajuda, para fazer de mim aquele que tem
capacidade de dobrar tudo que tem". E Olorum dobrou o número de búzios de seis
para doze mil.
Daí pra frente Oxumaré passou a ser
consultado sobre os grandes negócios. Xangô fez dele seu consultor e grande
conselheiro, aumentando sua riqueza de Deus do Trovão, ao mesmo tempo que a do
próprio Oxumaré. Este poder de se transformar em serpente e ir até o céu deu
origem à um Oriki (Poema) muito bonito: "Oxumaré egó bejirin fonná diwó - O Arco
-Íris que se desloca com a chuva e guarda o fogo no punho!"
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Sem Título 4 |
Certa vez, Sàngó viu Òsùmàrè passar, com
todas as cores de seu traje e todo o brilho de seu ouro. Sàngó conhecia a fama
de Òsùmàrè não deixar ninguém dele se aproximar.
Preparou então uma armadilha para capturar
Òsùmàrè. Mandou uma audiência em seu palácio e, quando Òsùmàrè entrou na sala do
trono, os soldados chamaram para a presença de Sàngó e fecharam todas as janelas
e portas, aprisionando Òsùmàrè junto com Sàngó.
Òsùmàrè ficou desesperado e tentou fugir,
mas todas as saídas estavam trancadas pelo lado de fora. Sàngó tentava tomar
Òsùmàrè nos braços e Òsùmàrè escapava, correndo de um canto para outro. Não
vendo como se livrar, Òsùmàrè pediu a Olorum e Olorum ouviu sua súplica. No
momento em que Sàngó imobilizava Òsùmàrè, Òsùmàrè foi transformado numa cobra,
que Sàngó largou com nojo e medo. A cobra deslizou pelo chão em movimentos
rápidos e sinuosos.
Havia uma pequena fresta entre a porta e o
chão da sala e foi por ali que escapou a cobra, foi por ali que escapou Òsùmàrè.
Assim livrou-se Òsùmàrè do assédio de Sàngó. Quando Òsùmàrè e Sàngó foram feitos
Orisás, Òsùmàrè foi encarregado de levar água da Terra para o palácio de Sàngó
no Orum, mas Sàngó não pode nunca aproximar-se de Òsùmàrè.
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