|
 |
Orixás -> Oyá ->
Lendas |
Sem Título 1
Sem Título 2
Sem Título 3
Sem Título 4
Sem Título 5
Sem Título 6
|
 |
 |
Sem Título 1 |
Oyá lamentava-se de não ter filhos, uma situação consequente da sua
ignorância a respeito das suas proibições alimentares. Embora lhe fosse
recomendado comer cabra, ela comia carneiro. Foi consultar um babalaô, que
informou seu erro, lhe aconselhando a fazer oferendas, entra as quais deveria
haver um tecido vermelho. Este pano, mais tarde, haveria de servir para
confeccionar as vestimentas dos Egúngún. Tendo cumprido essa obrigação, Oya
tornou-se mãe de nove crianças.
|
 |
 |
Sem Título 2 |
Embora tenha sido esposa de Sangô, Iansã
percorreu vários reinos e conviveu com vários Reis. Foi paixão de Ogum, Osogiyan
e de Esú. Conviveu e seduziu Osossi, LOgum-Edé e tentou em vão relacionar - se
com Obaluaê. Sobre este assunto a história conta que Iansã percorreu vários
Reinos usando sua inteligência, astúcia e sedução para aprender de tudo e
conhecer igualmente tudo. Em Irê , terra de Ogum foi a grande paixão do
Guerreiro. Aprendeu com ele o manuseio da espada e ganhou deste o direito de
usá-la.Depois partiu e foi para Oxogbo, terra de Osogiyan.
Com ele aprendeu o uso do Escudo para se
defender de ataques inimigos e recebeu o direito de usá-lo. Depois partiu e nas
estradas deparou-se com Esú. Com ele aprendeu os mistérios do fogo e da magia.
No reino de Osossi, seduziu o Deus da Caça, e aprendeu a caçar, a tirar a pele
do búfalo e se transformar naquele animal com a ajuda da magia aprendida com Esú.
Seduziu LOgum-Odé, e com ele aprendeu a pescar.
Foi para o Reino de Obaluaê pois queria
descobrir seus mistérios e conhecer seu rosto. Lá chegando, insinuou-se. Mas
muito desconfiado, Obaluaê perguntou o que Oya queria e ela respondeu: "queria
ser sua amiga". Então, fez sua Dança dos Ventos, que já havia seduzido vários
reis. Contudo, sem emocionar ou sequer atrair a atenção de Obaluaê. Incapaz de
seduzí-lo, Iansã procurou apenas aprender, fosse o que fosse. Assim dirigiu-se
ao homem da palha: "Aprendi muito com os outros Reis, mas só me falta aprender
algo contigo." - "Quer mesmo aprender, Oya? Vou te ensinar a tratar dos Mortos".
Venceu seu medo com sua ânsia de aprender e com ele descobriu como conviver com
os Eguns e a controlá-los. Partiu então para o Reino de Sangô, pois lá
acreditava que teria o mais vaidoso dos reis e aprenderia a viver ricamente. Mas
ao chegar ao reino do Rei do Trovão, Iansã aprendeu mais do que isso, aprendeu a
amar verdadeiramente e com uma paixão violenta, pois Sangô dividiu com ela os
poderes do raio e deu à ela seu coração. O fogo das paixões, o fogo da alegria e
o que queima. Ela é o Orisá do Fogo.
|
 |
 |
Sem Título 3 |
Oyá vivia com Ogum antes de tornar-se
esposa de Sango. Vivia, então, com o ferreiro ajudando-o em seu ofício,
principalmente manejando o fole para atear fogo à forja. Certa vez Ogum
presenteou Oyá com uma varinha de ferro que possuía o poder de dividir em sete
partes os homens e em nove partes as mulheres, bastando tocá-la no corpo de um
deles. Ogum dividia com Oyá, o poder de manejar essa arma nas guerras.
Nessa mesma vila vivia Sango, simpático e
sedutor que, vez por outra, ia à casa de Ogum apreciar não só o trabalho do
ferreiro, mas também para arriscar olhares para Oyá. Sango impressionava muito
Oyá, principalmente por seu olhar majestático.
Um dia Oyá fugiu com Sango fazendo com que
Ogum saísse numa busca alucinante pelos dois. Ao encontrarem-se, Ogum e Oyá
tocaram-se ao mesmo tempo com a varinha e o encanto aconteceu. Ogum dividiu-se
em sete partes donde recebeu o nome de Ogum Mejê, e Oyá foi dividida em nove
partes, sendo conhecida como Oyá Mesan, a mãe que transformou-se em nove.
|
 |
 |
Sem Título 4 |
Ogum estava caçando na floresta.
Colocando-se na espreita, percebeu um búfalo que vinha em sua direção.
Preparava-se para matá-lo, quando o animal, parando subitamente, retirou a sua
pele. Surgiu uma linda mulher. Era Oyá. Ela enrolou a pele nos chifres e a
escondeu num formigueiro.
Ogum apossou-se do despojo, escondendo-o.
Seguiu então Oyá, que em passo elegante dirigia-se ao mercado, a fim de
fazer-lhe a corte. Lá, pediu-a em casamento. Oyá sorriu, mas recusou-se ao
pedido. Então Ogum disse que a esperaria.
Oyá voltou à floresta e, não encontrando
sua pele e chifres no formigueiro, voltou ao mercado já vazio onde Ogum a
esperava e disse que se casaria com ele. Recomendou, no entanto, que ele não
contasse a ninguém que, na verdade, ela era um animal. Ogum respondeu que
guardaria segredo e levou Oyá.
Viveram bem durante alguns anos e Oyá pôs
nove crianças no mundo, o que provocou o ciúme das outras esposas. Elas fizeram
então alusão ao segredo. Oyá, enraivecida, vestiu a sua pele, e sua a forma de
búfalo, matou as mulheres ciumentas, partindo em seguida. Os seus chifres, ela
os deixou com os filhos, dizendo-lhes que os batessem um contra o outro, em caso
de necessidade, que ela viria imediatamente em seu socorro.
|
 |
 |
Sem Título 5 |
Osogyian estava em guerra, mas a guerra não
acabava nunca, tão poucas eram as armas para guerrear. Ògún fazia as armas, mas
fazia lentamente. Osogyian pediu a seu amigo Ògún urgência, Mas o ferreiro já
fazia o possível. O ferro era muito demorado para se forjar e cada ferramenta
nova tardava como o tempo. Tanto reclamou Osaguiã que Oyá, esposa do ferreiro,
resolveu ajudar Ògún a apressar a fabricação.
Oyá se pôs a soprar o fogo da forja de Ògún
e seu sopro avivava intensamente o fogo e o fogo aumentado de calor derretia o
ferro mais rapidamente. Logo Ògún pode fazer muitas armas e com as armas
Osogyian venceu a guerra. Osogyian veio então agradecer Ògún. E na casa de Ògún
enamorou-se de Oyá.
Um dia fugiram Osogyian e Oyá, deixando
Ògún enfurecido e sua forja fria. Quando mais tarde Osogyian voltou à guerra e
quando precisou de armas muito urgentemente, Oyá teve que voltar a avivar a
forja. E lá da casa de Osogyian, onde vivia, Oyá soprava em direção à forja de
Ògún. E seu sopro atravessava toda a terra que separava a cidade de Osogyian da
de Ògún.
E seu sopro cruzava os ares e arrastava
consigo pó, folhas e tudo o mais pelo caminho, até chegar às chamas com furor
atiçava. E o povo se acostumou com o sopro de Oyá cruzando os ares e logo o
chamou de vento. E quanto mais a guerra era terrível e mais urgia a fabricação
das armas, mais forte soprava Oyá a forja de Ògún. Tão forte que às vezes
destruía tudo no caminho, levando casas, arrancando árvores, arrasando cidades e
aldeias.
O povo reconhecia o sopro destrutivo de Oyá
e o povo chamava a isso tempestade.
|
 |
 |
Sem Título 6 |
Certa vez houve uma festa com todas as
divindades presentes. Omulu-Obaluaê chegou vestindo seu capucho de palha.
Ninguém o podia reconhecer sob o disfarce e nenhuma mulher quis dançar com ele.
Só Oyá, corajosa, atirou-se na dança com o Senhor da Terra. Tanto girava Oyá na
sua dança que provocava vento. E o vento de Oyá levantou as palhas e descobriu o
corpo de Obaluaê. Para surpresa geral, era um belo homem. O povo o aclamou por
sua beleza.
Obaluaê ficou mais do que contente com a
festa, ficou grato e em recompensa, dividiu com ela o seu reino. Fez de Oyá a
rainha dos espíritos dos mortos. Rainha que é Oyá Igbalé, a condutora dos eguns.
Oyá então dançou e dançou de alegria para
mostrar a todos seu poder sobre os mortos, quando ela dançava , agitava no ar o
iruquerê, o espanta-mosca com que afasta os eguns para o outro mundo.
Rainha Oyá Igbalé, a condutora dos
espíritos.
Rainha que foi sempre a grande paixão de
Omulu.
|