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Orixás -> Yewá ->
Lendas |
Sem Título 1
Sem Título 2
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Sem Título 1 |
Havia uma mulher que tinha dois filhos, aos
quais amava mais do que tudo. Levando as crianças, ela ía todos os dias à
floresta em busca de lenha, lenha que ela recolhia e vendia no mercado para
sustentar os filhos. Ewá, seu nome era Ewá e esse era seu trabalho, ia ao bosque
com seus filhos todo dia.
Uma vez, os três estavam no bosque
entretidos quando Ewá percebeu que se perdera. Por mais que procurasse se
orientar, não pôde Ewá achar o caminho de volta. Mais e mais foram os três se
embrenhando na floresta. As duas crianças começaram a reclamar de fome, de sede
e de cansaço. Quanto mais andavam, maior era a sede, maior a fome. As crianças
já não podiam andar e clamavam à mãe por água. Ewá procurava e não achava
nenhuma fonte, nenhum riacho, nenhuma poça d'água. Os filhos já morriam de sede
e Ewá se desesperava.
Ewá implorou aos deuses, pediu a Olodumare.
Ela deitou-se junto aos filhos moribundos e, ali onde se encontrava, Ewá
transformou-se numa nascente d'água. Jorrou da fonte água cristalina e fresca e
as crianças beberam dela. E a água matou a sede das crianças. E os filhos de Ewá
sobreviveram. Mataram a sede com a água de Ewá.
A fonte continuou jorrando e as águas se
juntaram e formaram uma lagoa. A lagoa extravasou e as águas mais adiante
originaram um novo rio.
Era o rio Ewá, o Odô Ewá.
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Sem Título 2 |
Ewá vivia em seu castelo como se estivesse
numa clausura. O amor de Obatalá por ela era muito estranho. A fama da beleza e
da castidade da princesa chegou a todas as partes, inclusive ao reino de Xangô.
Mulherengo como era, Xangô planejou como
iria seduzir Ewá. Empregou-se como jardineiro no palácio de Obatalá. Um dia Ewá
apareceu na janela e admirou-se de Xangô. Nunca havia visto um homem como
aquele. Não se tem notícia de como Ewá se entregou a Xangô, no entanto,
arrependida de seu ato, pediu ao pai que lhe enviasse a um lugar onde nenhum
homem lhe enxergasse.
Obatalá deu-lhe o reino dos mortos. Desde
então é Ewáquem, no cemitério, entrega a Oyá os cadáveres que Obaluaiê conduz
para que Orisá-Okô os coma.
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